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E a gente achou que teríamos paz…

E a gente achou que teríamos paz…

A bola está rolando nos gramados do México, Estados Unidos e Canadá e o futebol brasileiro segue na parada da Copa. Para o torcedor do Santos, dias de paz e descanso dos jogos onde a agonia pelo péssimo futebol tirava o centro de ordem da torcida alvinegra.

Ledo engano. Pausa para Copa e não temos paz. Foram apenas alguns dias sem notícias e informações sobre os bastidores do clube e quando elas voltam, têm o mesmo teor e a mesma dinâmica de antes: nada positivas para o clube. quem lembra das notícias sobre a Nova Arena com a WTorre? A cada derrota ou resultado ruim, a cortina de fumaça Nova Vila subia.

E nessa pausa durante a Copa do Mundo, em que todo torcedor estava certo de que não teria nenhuma notícia esdrúxula da atual gestão, eis que o presidente aparece iniciando as obras da Vila Belmiro. mas não do projeto com a WTorre mas, a ampliação da arquibancada atrás do gol em dois lances. É isso aí. Mais dois degraus de arquibancada.

A gestão simplesmente enterrou o projeto da Arena com a WTorre, empurrou tudo com a barriga e ficou jogando no ar as reuniões para marcar reuniões de alinhamento, para alinhar o apontamento feito na reunião de ajuste de alinhamento que era para ser apenas uma reunião para marcar outra reunião.

E então, como se não bastasse a volta das notícias e das promoções pessoais, a venda de jogadores ressurge – incluindo o goleiro titular e a possibilidade da volta do João Paulo, do jovem zagueiro João Ananias perto de ser negociado porque não agradou ao treinador e sua comissão técnica, para que o clube possa arrecadar dinheiro para pagar a dívida outra notícia, que de acordo com as informações publicadas, ultrapassou a barreira do 1 bilhão!

E ainda temos a possibilidade real de transfer ban (não um, mas alguns) rondando o portão da Rua Princesa Isabel. E não foi por falta de aviso. Isso era algo certo desde as contratações efetuadas pela atual gestão ao montar o elenco de 2025.

Em seus 114 anos de existência, estes últimos cinco anos talvez sejam os piores da história do Santos. Nem mesmo no período sem conquistas dos anos 1980-1990, quando os times sequer chegavam nas decisões e mesmo com elencos limitados, o clube não apresentava um cenário esportivo tão sofrível como hoje.

A atual gestão montou um elenco desequilibrado e com jogadores que em outros clubes foram sim protagonistas mas que agora, estão na linha descendente da carreira e que até o momento, nada entregaram ao clube. A busca por reforços é baseada nas indicações que não sustentam ou apresentam base alguma. O Santos tinha uma forma de trabalho na busca de atletas onde ex-jogadores do clube atuavam observando e avaliando jovens atletas Brasil afora e seus potenciais para atuar no alvinegro.

Este modelo de captação de jogadores foi se perdendo ao longo das últimas gestões. Na verdade o espanto é zero porque em se tratando do atual mandatário, isso não é novidade. Contratar medalhões que já não estão jogando nada à peso de ouro, encher o elenco com estes embustes e sufocar o espaço que poderia ser ocupado por jovens da Base do clube e até mesmo oriundos das captações que eram tão bem efetuadas no Santos.

A verdade é que os poucos dias de paz para o torcedor do Santos acabaram – era esperado e com um adicional: é ano eleitoral. Então, o segundo semestre será uma batalha entre o caos de momento do campo – ocupamos a 15ª posição do Campeonato Brasileiro com 21 pontos em 18 jogos. Assim como em 2025, uma campanha pífia e vexatória para quem investiu milhões em contratações e entrega ao torcedor até o presente momento vergonha, humilhação e um time que em campo parece apenas fazer uma coisa: entrar em campo e cumprir o protocolo.

O que o torcedor espera neste retorno é um time melhor entrosado, bem fisicamente e que consiga, de uma vez por todas, sair da parte baixa da tabela e colocar o Santos na posição que lhe é por direito: estar entre os primeiros e brigar sempre pelo título, e não brigar para permanecer na primeira divisão.

E lembrando: temos um playoff da Copa Sulamericana para jogar contra o Universidad Central da Venezuela nos dias 21 e 28 de julho – o Santos decide em casa, além da Copa do Brasil, onde teremos o Clube do Remo pela frente, com o primeiro jogo no dia 1º de agosto na Vila Belmiro, e a volta no dia oito, em Belém do Pará.

Que os Deuses do Futebol nos protejam. E que o torcedor Santista volte a presenciar um time jogando futebol e vencendo sem sofrimento e desespero.

André Mendes – Jornalista – MtB 35.270

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