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A Belmirolândia está acabando com o que resta do Santos Futebol Clube

Um festival de besteiras que assola o Santos. É possível sim, definir a gestão de Marcelo Teixeira à frente do Santos neste seu retorno que foi tão aclamado pelos seus correligionários (um termo educado para puxa-sacos) ou a Turma do lambe-lambe, como já postei tantas vezes no “X”.

O Febeapá é o “Festival de besteiras que assola o país”, livro de Stanislaw Ponte Preta com relatos hilariantes e debochados cometidos pelos poderosos do Brasil no período da Ditadura.

Para o Santos eu apenas adaptei para “FebeaSantos”. O ponto é que já passamos da fase do festival e isso já virou uma série que vai chegar a 36 temporadas e, ao final de 2026, tem uma chance enorme de ser renovada para outras 36!

E como assim, besteiras? A gestão Marcelo Teixeira nesse triênio é repleta de episódios estapafúrdios e patéticos. Começou com a comemoração de um vice no paulistão de 2024 – o ano em que tivemos que passar pela maior vergonha de nossa história jogando a Série B. Momento este que passa, sim, pela omissão do atual presidente que estava no CD do clube na gestão Rueda que culminou na queda do Santos.

Passamos por 2024 e o acesso confirmado com antecedência que dava ao clube uma vantagem enorme ante aos demais clubes para 2025 que não foi aproveitada pela diretoria que demorou a contratar um novo treinador e montar um planejamento para jogar a Série A. 

E o resultado da temporada 2025? Semifinal do Paulista, uma queda vergonhosa na Copa do Brasil logo na primeira fase disputada e um Brassileiro desesperador e vergonhoso onde o time penou e dependeu exclusivamente de Neymar para não cair pela segunda vez. 

Contratações contestadas, jogadores sem perfil para vestir a camisa do Santos, profissionais sem capacidade para atuar com a gestão do futebol e a omissão e o constante complexo de mentalidade de vítima ou externalização da culpa clássica de quem não consegue admitir que errou e segue errando.

As trapalhadas e besteiras seguem em 2026. O modelo de contratação de Marcelo Teixeira remete sempre a trazer jogadores em período de declínio na carreira e com salário astronômicos que não se encaixam na arrecadação do Santos. A essência do clube de garimpar e buscar talentos Brasil afora e que sempre permitiu a montagem de times equilibrados e competitivos. Isso acontece há anos.

O Santos atual não olha para sua origens, vive no passado de um presidente que não entende como é o futebol atual e segue pensando que a sua forma de presidir é a que funciona – mas que na realidade não funciona.

Enquanto o olhar for somente para o que deu certo uma vez vai funcionar sempre, o Santos viverá preso ao passado, amarrado e uma forma de gestão e acorrentado ao mais do mesmo.

A mudança não vai acontecer agora pela mesma omissão do CD na gestão anterior. Ao final de 2026 temos eleições. Que o final esportivo não seja o mesmo que em 2023. Em cinco anos o torcedor esteve ao lado do Santos o tempo todo e em troca, foi humilhado. Atualmente, estamos vivendo a mesma situação.

A Belmirolândia está acabando com o que resta do Santos Futebol Clube.

André Mendes – MTb 35.270

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